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A história da cavalaria e sua importância para o nascimento da veterinária militar

A Cavalaria é a segunda arma mais antiga, depois da infantaria. Antigamente era empregada nos combates, tanto em missões de reconhecimento, como nas batalhas. Atualmente, poucos exércitos ainda utilizam cavalos em combate, embora esse nome ainda permaneça em uso para identificar forças motorizadas; inclusive com veículos blindados.

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Com o objetivo inicial de combater o Mormo, doença fatal para cavalos e pessoas, o médico militar, Muniz de Aragão, desenvolveu vários trabalhos científicos, os quais originaram diversas instituições, dentre elas a Escola de Veterinária do Exército.

No Brasil, a cavalaria teve muita importância nas ações de conquista do território, durante os anos de 1865 e 1870, sob o comando do Duque de Caxias, na Guerra do Paraguai.

Nesta Guerra, teve grande destaque, por sua competência e bravura, o General Manuel Luís Osório, que é o patrono da Cavalaria do Exército.

Desenvolvimento das técnicas

As técnicas de cavalaria foram uma novidade criada e desenvolvida pelos povos nômades da Ásia Central e pelos habitantes do atual Irã (partias e sármatas).

Baixos relevos de 860 a.C. representando a cavalaria assíria, mostram que naquela época os cavaleiros não usavam esporas, selas nem estribos. Eles montavam em pares, um era o arqueiro, e o companheiro cuidava das rédeas. As espadas também eram usadas, assim como os escudos. Tempos depois, apareceram as selas, permitindo que o próprio arqueiro manejasse as rédeas.

Em 490 a.C., segundo relato de Heródoto, foi criada uma raça de cavalo de grande porte, capaz de suportar o peso de cavalarianos usando armaduras cada vez mais pesadas. Mas naquela época os cavalos pesados, de grande porte, eram muito raros.

A importância do cavalo como ponto fundamental da cultura dos Kambojas, tornou-os popularmente conhecidos como Ashyakas (Cavaleiros).

Vantagens da Cavalaria

 Uma das principais vantagens da Cavalaria é a sua mobilidade, o que a torna uma multiplicadora de forças, com capacidade de flanquear, evitar, retirar e escapar, segundo a solução mais adequada na ocasião. Além disso, montado, e, portanto, de um ponto de vista mais alto, o cavalariano tinha a vantagem de uma visão mais ampla da situação. A velocidade alcançada pelo animal propiciava um pesado choque sobre os combatentes a pé, sem contar o impacto psicológico sobre o inimigo.

Na Antiguidade

 Antes da Idade do Bronze, o papel da cavalaria no campo de batalha era, essencialmente, desempenhado pelos carros ligeiros puxados a cavalo.

O carro leve de combate puxado a cavalo teve origem na cultura de Andronovo da Ásia Central e espalhou-se pelos povos nômades ou seminômades indo-iranianos. O carro foi prontamente adotado por povos sedentários, tanto como meio de combate como símbolo de “status”, especialmente pelos egípcios, assírios e babilônios, nas ocasiões cerimoniais.

Os carros de combate tracionados por cavalos já eram obsoletos quando os persas foram derrotados por Alexandre o Grande, mas continuavam ainda a ser usados pelos povos menos adiantados. Os povos do Sul da Grã-Bretanha, por exemplo, combateram a invasão romana, comandada por Júlio César, usando carros militares tracionados por cavalos, isso em 55 a.C.

O valor da mobilidade e do choque da cavalaria foi muito apreciado e explorado pelos exércitos da Antiguidade e da Idade Média, muitos dos quais eram constituídos praticamente por tropas a cavalo. Isso acontecia especialmente nas sociedades nômades da Ásia, que originaram os exércitos mongóis.

Na Europa, a cavalaria transformou-se essencialmente numa cavalaria pesada constituída por cavaleiros com armaduras. Durante o século XVII a cavalaria europeia perdeu a maior parte das suas armaduras e, no final do século apenas algumas unidades as usavam, e mesmo assim apenas a couraça peitoral.

A cavalaria tradicional sobreviveu até o final da guerra de trincheiras da 1ª Guerra Mundial. A maioria das unidades de cavalaria foi desmontada e empregada como infantaria, na Frente Ocidental.

Algumas ainda participaram da 2ª Guerra Mundial, principalmente na União Soviética, onde foram usadas pelos alemães e seus aliados do Eixo.

Atualmente

Atualmente a maior parte das unidades militares montadas que sobreviveram é utilizada apenas em funções cerimoniais, mas há algumas tropas que utilizam cavalos nas operações em terrenos de difícil acesso, como lamaçais, florestas densas e montanhas.

Em muitos dos exércitos modernos, o termo cavalaria ainda é usado como referência à arma que desempenha funções parecidas com aquelas que a antiga cavalaria desempenhava, como: exploração; combate aos encarregados inimigos de reconhecimento; segurança avançada; reconhecimento ofensivo; ligação e penetração; recuperação do comando; retirada; e ouros movimentos. Para desempenhar essas funções a cavalaria moderna substituiu o cavalo por uma série de equipamentos como os veículos leves do tipo todo-terreno; motocicletas; veículos blindados; radares de superfície, e, mais modernamente, drones.

Quanto à função de “choque” que antigamente era desempenhada pela cavalaria pesada, em muitos exércitos é praticada pelos blindados.

Sinal de riqueza

Desde o início da civilização até o século XX, a posse de cavalos de combate foi vista como um sinal de riqueza e de prestígio entre os diversos povos. Na realidade, um cavalo de combate obriga a uma despesa importante para sua criação, alimentação e treinamento, além do alojamento, consultas com o veterinário e medicamentos. É por essa razão e notadamente por seu papel como arma militar que a cavalaria sempre foi associada a um alto padrão social. Nos exércitos nacionais, ser um oficial de Cavalaria permanece significando, embora não tanto como antigamente, sinal de status, de prestígio.

Fonte: animalbusiness.com.br

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